segunda-feira, 1 de novembro de 2010

DILMA - A MULHER PRESIDENTE DO BRASIL



Confira a íntegra do 1º pronunciamento da presidente eleita Dilma Rousseff

Minhas amigas e meus amigos de todo o Brasil,

É imensa a minha alegria de estar aqui.

Este fato, para além de minha pessoa, é uma demonstração do avanço democrático do nosso país: pela primeira vez uma mulher presidirá o Brasil. Já registro portanto aqui meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras, para que este fato, até hoje inédito, se transforme num evento natural. E que ele possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis, nas entidades representativas de toda nossa sociedade.

A igualdade de oportunidades para homens e mulheres é um principio essencial da democracia. Gostaria muito que os pais e mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas, e lhes dissessem: SIM, a mulher pode!

Minha alegria é ainda maior pelo fato de que a presença de uma mulher na presidência da República se dá pelo caminho sagrado do voto, da decisão democrática do eleitor, do exercício mais elevado da cidadania. Por isso, registro aqui outro compromisso com meu país:

Valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz social.

Zelarei pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa.

Zelarei pela mais ampla liberdade religiosa e de culto.

Zelarei pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados em nossa constituição.

Zelarei, enfim, pela nossa Constituição, dever maior da presidência da República.

Nesta longa jornada que me trouxe aqui pude falar e visitar todas as nossas regiões.

O que mais me deu esperanças foi a capacidade imensa do nosso povo, de agarrar uma oportunidade, por mais singela que seja, e com ela construir um mundo melhor para sua família.

É simplesmente incrível a capacidade de criar e empreender do nosso povo. Por isso, reforço aqui meu compromisso fundamental: a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras.

Ressalto, entretanto, que esta ambiciosa meta não será realizada pela vontade do governo. Ela é um chamado à nação, aos empresários, às igrejas, às entidades civis, às universidades, à imprensa, aos governadores, aos prefeitos e a todas as pessoas de bem.

Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome, enquanto houver famílias morando nas ruas, enquanto crianças pobres estiverem abandonadas à própria sorte.

A erradicação da miséria nos próximos anos é, assim, uma meta que assumo, mas para a qual peço humildemente o apoio de todos que possam ajudar o país no trabalho de superar esse abismo que ainda nos separa de ser uma nação desenvolvida.

O Brasil é uma terra generosa e sempre devolverá em dobro cada semente que for plantada com mão amorosa e olhar para o futuro.

Minha convicção de assumir a meta de erradicar a miséria vem, não de uma certeza teórica, mas da experiência viva do nosso governo, no qual uma imensa mobilidade social se realizou, tornando hoje possível um sonho que sempre pareceu impossível.

Reconheço que teremos um duro trabalho para qualificar o nosso desenvolvimento econômico. Essa nova era de prosperidade criada pela genialidade do presidente Lula e pela força do povo e de nossos empreendedores encontra seu momento de maior potencial numa época em que a economia das grandes nações se encontra abalada.

No curto prazo, não contaremos com a pujança das economias desenvolvidas para impulsionar nosso crescimento. Por isso, se tornam ainda mais importantes nossas próprias políticas, nosso próprio mercado, nossa própria poupança e nossas próprias decisões econômicas.

Longe de dizer, com isso, que pretendamos fechar o país ao mundo. Muito ao contrário, continuaremos propugnando pela ampla abertura das relações comerciais e pelo fim do protecionismo dos países ricos, que impede as nações pobres de realizar plenamente suas vocações.

Mas é preciso reconhecer que teremos grandes responsabilidades num mundo que enfrenta ainda os efeitos de uma crise financeira de grandes proporções e que se socorre de mecanismos nem sempre adequados, nem sempre equilibrados, para a retomada do crescimento.

É preciso, no plano multilateral, estabelecer regras mais claras e mais cuidadosas para a retomada dos mercados de financiamento, limitando a alavancagem e a especulação desmedida, que aumentam a volatilidade dos capitais e das moedas. Atuaremos firmemente nos fóruns internacionais com este objetivo.

Cuidaremos de nossa economia com toda responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável.

Por isso, faremos todos os esforços pela melhoria da qualidade do gasto público, pela simplificação e atenuação da tributação e pela qualificação dos serviços públicos.

Mas recusamos as visões de ajustes que recaem sobre os programas sociais, os serviços essenciais à população e os necessários investimentos.

Sim, buscaremos o desenvolvimento de longo prazo, a taxas elevadas, social e ambientalmente sustentáveis. Para isso zelaremos pela poupança pública.

Zelaremos pela meritocracia no funcionalismo e pela excelência do serviço público.

Zelarei pelo aperfeiçoamento de todos os mecanismos que liberem a capacidade empreendedora de nosso empresariado e de nosso povo.

Valorizarei o Micro Empreendedor Individual, para formalizar milhões de negócios individuais ou familiares, ampliarei os limites do Supersimples e construirei modernos mecanismos de aperfeiçoamento econômico, como fez nosso governo na construção civil, no setor elétrico, na lei de recuperação de empresas, entre outros.

As agências reguladoras terão todo respaldo para atuar com determinação e autonomia, voltadas para a promoção da inovação, da saudável concorrência e da efetividade dos setores regulados.

Apresentaremos sempre com clareza nossos planos de ação governamental. Levaremos ao debate público as grandes questões nacionais. Trataremos sempre com transparência nossas metas, nossos resultados, nossas dificuldades.

Mas acima de tudo quero reafirmar nosso compromisso com a estabilidade da economia e das regras econômicas, dos contratos firmados e das conquistas estabelecidas.

Trataremos os recursos provenientes de nossas riquezas sempre com pensamento de longo prazo. Por isso trabalharei no Congresso pela aprovação do Fundo Social do Pré-Sal. Por meio dele queremos realizar muitos de nossos objetivos sociais.

Recusaremos o gasto efêmero que deixa para as futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança.

O Fundo Social é mecanismo de poupança de longo prazo, para apoiar as atuais e futuras gerações. Ele é o mais importante fruto do novo modelo que propusemos para a exploração do pré-sal, que reserva à Nação e ao povo a parcela mais importante dessas riquezas.

Definitivamente, não alienaremos nossas riquezas para deixar ao povo só migalhas.

Me comprometi nesta campanha com a qualificação da Educação e dos Serviços de Saúde.
Me comprometi também com a melhoria da segurança pública.

Com o combate às drogas que infelicitam nossas famílias.

Reafirmo aqui estes compromissos. Nomearei ministros e equipes de primeira qualidade para realizar esses objetivos.

Mas acompanharei pessoalmente estas áreas capitais para o desenvolvimento de nosso povo.

A visão moderna do desenvolvimento econômico é aquela que valoriza o trabalhador e sua família, o cidadão e sua comunidade, oferecendo acesso a educação e saúde de qualidade.

É aquela que convive com o meio ambiente sem agredi-lo e sem criar passivos maiores que as conquistas do próprio desenvolvimento.

Não pretendo me estender aqui, neste primeiro pronunciamento ao país, mas quero registrar que todos os compromissos que assumi, perseguirei de forma dedicada e carinhosa.

Disse na campanha que os mais necessitados, as crianças, os jovens, as pessoas com deficiência, o trabalhador desempregado, o idoso teriam toda minha atenção. Reafirmo aqui este compromisso.

Fui eleita com uma coligação de dez partidos e com apoio de lideranças de vários outros partidos. Vou com eles construir um governo onde a capacidade profissional, a liderança e a disposição de servir ao país será o critério fundamental.

Vou valorizar os quadros profissionais da administração pública, independente de filiação partidária.

Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrio.

A partir de minha posse serei presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de orientação política.

Nosso país precisa ainda melhorar a conduta e a qualidade da política. Quero empenhar-me, junto com todos os partidos, numa reforma política que eleve os valores republicanos, avançando em nossa jovem democracia.

Ao mesmo tempo, afirmo com clareza que valorizarei a transparência na administração pública. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. Serei rígida na defesa do interesse público em todos os níveis de meu governo. Os órgãos de controle e de fiscalização trabalharão com meu respaldo, sem jamais perseguir adversários ou proteger amigos.

Deixei para o final os meus agradecimentos, pois quero destacá-los. Primeiro, ao povo que me dedicou seu apoio. Serei eternamente grata pela oportunidade única de servir ao meu país no seu mais alto posto. Prometo devolver em dobro todo o carinho recebido, em todos os lugares que passei.

Mas agradeço respeitosamente também aqueles que votaram no primeiro e no segundo turno em outros candidatos ou candidatas. Eles também fizeram valer a festa da democracia.

Agradeço as lideranças partidárias que me apoiaram e comandaram esta jornada, meus assessores, minhas equipes de trabalho e todos os que dedicaram meses inteiros a esse árduo trabalho.

Agradeço a imprensa brasileira e estrangeira que aqui atua e cada um de seus profissionais pela cobertura do processo eleitoral.

Não nego a vocês que, por vezes, algumas das coisas difundidas me deixaram triste. Mas quem, como eu, lutou pela democracia e pelo direito de livre opinião arriscando a vida; quem, como eu e tantos outros que não estão mais entre nós, dedicamos toda nossa juventude ao direito de expressão, nós somos naturalmente amantes da liberdade. Por isso, não carregarei nenhum ressentimento.

Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silencio das ditaduras. As criticas do jornalismo livre ajudam ao pais e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório.

Agradeço muito especialmente ao presidente Lula. Ter a honra de seu apoio, ter o privilégio de sua convivência, ter aprendido com sua imensa sabedoria, são coisas que se guarda para a vida toda. Conviver durante todos estes anos com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu pais e por sua gente. A alegria que sinto pela minha vitória se mistura com a emoção da sua despedida.

Sei que um líder como Lula nunca estará longe de seu povo e de cada um de nós.

Baterei muito a sua porta e, tenho certeza, que a encontrarei sempre aberta.

Sei que a distância de um cargo nada significa para um homem de tamanha grandeza e generosidade. A tarefa de sucedê-lo é difícil e desafiadora. Mas saberei honrar seu legado.

Saberei consolidar e avançar sua obra.

Aprendi com ele que quando se governa pensando no interesse público e nos mais necessitados uma imensa força brota do nosso povo.

Uma força que leva o país para frente e ajuda a vencer os maiores desafios.

Passada a eleição agora é hora de trabalho. Passado o debate de projetos agora é hora de união.

União pela educação, união pelo desenvolvimento, união pelo país. Junto comigo foram eleitos novos governadores, deputados, senadores. Ao parabenizá-los, convido a todos, independente de cor partidária, para uma ação determinada pelo futuro de nosso país.

Sempre com a convicção de que a Nação Brasileira será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ela.

Muito obrigada.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O JULGAMENTO DA SOCIEDADE

A maioria de nós provavelmente passará por esta vida, deixando saudades e recordações no máximo á nossa famiília, nossos parentes e poucos amigos mais chegados, entretanto, com certeza o desejo de cada um é deixar a MELHOR LEMBRANÇA do que fomos, bem como, ter a certeza que apesar de nossos erros e eventuais injustiças, pudemos corrigí-las á tempo, neste curto espaço de tempo que por aqui passamos.
Imagine então, a responsabilidade de uma figura pública, que se destacou na sociedade, passar para estória de forma negativa,como ex-policial e ex-senador Romeu Tuma, que foi objetivo do artigo a seguir:


Que Tuma fique, para sempre, na nossa memória

por Leonardo Sakamoto, no Blog do Sakamoto

Romeu Tuma faleceu no conforto do Hospital Sírio-Libanês, como senador da República e com poder político (ainda que declinante), enquanto muitos opositores da ditadura militar, que ele defendeu, amargaram a escuridão das celas e o desaparecimento. E plantou sementes que se mantiveram após a redemocratização, pois o Brasil segue vasto em terreno fértil para intolerância.

Respeito o sofrimento de sua família. Mas todos – políticos, jornalistas, cientistas sociais – os que foram críticos a ele em vida não podem se atirar na estúpida condescendência para com os mortos, seja atrás de sua herança eleitoral, seja em nome de uma demagogia barata ou do apaziguamento tupiniquim. Isso só para citar um ponto de sua controversa biografia, agora incensada.

Lembrar é fundamental para que não deixemos certas coisas acontecerem novamente. Que a história do delegado/senador seja contada e comentada como ela realmente foi, sem os retoques bonitos dos discursos políticos que começaram a florescer na tarde desta terça.

PS: Ao menos, Tuma era um rosto conhecido, público. Quantos outros delegados de órgãos de repressão da ditadura, sem contar torturadores, seguem anônimos, protegidos pela Lei da Anistia?
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Não vou reproduzir aqui os 45 comentários á este artigo,entretanto, creio que os mesmos são muitos MAIS TRISTES do que o artigo exposto e QUEM SABE possa servir á outras figuras públicas, face á julgamentos futuros.
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A morte de um criminoso jamais trará remissão aos crimes cometidos por ação ou omissão do mesmo.
A dor da família do senador não é menor que a dor das famílias que perderam seus entes, muitos ainda nem sepultados.
A dor que aumenta com a passagem dos anos sem a investigação sobre os crimes cometidos na ditadura.
Que a gente nunca esqueça.
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É dificil, vendo a dor de seus filhos. Mas precisamos lembrar quantas mães e pais não puderam, ao menos, enterrar os filhos, quanto mais chorá-los. Que seus filhos pensem nisso, ao enterrá-lo. Zuzu Angel, por exemplo, morreu por essa luta, de apenas enterrar seu filho. Morreu sem fazê-lo. E a culpa foi dessa ditadura a que Tuma defendeu. No Brasil temos essa mania de venerar os mortos.
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Também dou os meus pêsames à sua família, no entanto, a sua morte foi natural e não como outras,cruéis, por ele mesmo provocadas ou consentidas, pois essas pessoas tb tinham famílias, que com toda certeza não foram sequer lembradas pelo mesmo.
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Nada desta de bonzinho, queridinho. Era mais um a defender os interesses dos militares, juntamente com alguns jornais, não importando a quem ia doer.Que o mesmo bata na porta do inferno, e o diabo não o aceite, devolva-o, pois os crimes cometidos por ele durante este regime não foram julgados.Que se junte ao Fleury, Medici,Castelo,e tantos outros.
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Concordo com o artigo: pêsames aos familiares e amigos; e lembrança do período funesto em que ele serviu à ditadura, tanto nos presos/torturados/assassinados/desaparecidos, como na conivência com a roubalheira que se instalou naquele período.
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Parabéns pelo artigo, pois não podemos permitir que reine a hipocrisia. NÃO É PQ MORREU q vira santo.

sábado, 16 de outubro de 2010

QUAL O DESTINO DO BRASIL


Nunca tanto como agora, me interessei por política, especialmente neste momento que estamos para decidir o futuro de nosso País e francamente, não estou seguro de minha escolha, pois de um lado vejo um candidato que representa o partido das privatizações e do outro, sem negar os avanços, não se pode esquecer os inúmeros escandalos que ficamos sabendo.
Na internet o que não faltam são críticas e acusações de ambos os lados, mais de todas, as mais graves são as questões relacionadas com o aborto e direitos dos homosexuais, realmente duas questões polêmicas,nas quais vou me posicionar:
Aborto: Não sou favorável ao mesmo e creio que grande parte de nossa sociedade, também não é, entretanto, não podemos impor aquilo que pensamos, afinal esta é uma escolha de "foro íntimo", em dois casos, o de estupro ou no risco de vida para mãe e a criança, alias, estes são os únicos permitidos por lei, mais também é uma escolha extremamente difícil.
Por outro lado, não podemos ignorar que nosso País é um dos campeões de aborto ilegal no mundo e considerando que existe meios contraceptivos, portanto é uma irresponsabilidade não fazer uso dos mesmo e neste caso, não se pode atribuir tal responsabilidade somente á mulher, mesmo porque, as tradições são consideradas retrógradas e hoje confunde-se a liberdade por libertinagem.
Tais métodos, não é esclusividade apenas de casais solteiros, mais de todos, tenham eles uma união estável por casamento ou não e neste segundo caso, quando por questões econômicas, um casal já tem filhos e desejam evitar outros, não somente a mulher deve se submeter á procedimentos cirúrgicos hoje disponíveis, porque os homens também podem optar pela vasectomia, entretanto, o que mais influe nesta decisão, pode ser a questão do "machismo".
Por outro lado, percebe-se claramente um afastamento do ser humano das leis divinas, que interferem não só no aborto, mais nos remete á outra questão do homosexualismo.
Até hoje a ciência não chegou á uma decisão conclusiva das causas do mesmo e se formos admitir, que se trata de problemas de gens ou de DNA, ainda assim, há de se levar em consideração á questão divina.
Mais mesmo que se deixe de lado a parte espiritual ou divina e considerarmos o ser humano um animal, produto da evolução das espécies, justamente encarando desta forma, percebemos que ele é o único entre os demais, que acaba se relacionando sexualmente "macho com macho" e "fêmia com fêmia".
Já que não se pode negar a existência destes relacionamentos, também não se pode obrigar a sociedade como um todo de aceitá-lo e ser penalizada por preconceito ou como dizem hoje, ser homofóbica.
Em se trantando das garantias legais, elas já existem para quem opta neste sentido, entretanto, o que certamente a sociedade condena, é a forma como eles se expõem.
A quesrão que fica no ar não é outra senão a seguinte:
Se eles em situação normal, tem também um comportamento aceitável, porque "denigrem" a sí mesmos, nas ditas paradas gay ou movimentos GLS?
Portanto, se eles tem este direito, não podem querer ferir o mesmo direito do restante da sociedade, certo?
Independente destas considerações, acho que o uso destes dois assuntos, não deveriam ser destaque na atual campanha eleitoreira, há muito mais á ser discutido, com certeza, de igual ou maior importância, aliás é o que continuamos esperando, especialmente no desejo de aprimorar a democracia.

sábado, 4 de setembro de 2010

A INFLUÊNCIA DA MÍDIA



Repassando parcialmente o artigo escrito por Valdecir Simões Lima, que é formado em Letras, Teologia e Línguas. Dá aulas de Comunicação e Línguas no Seminário Adventista de Teologia e nas faculdades de Educação e Letras do Unasp
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Estamos na era das telecomunicações. Até que ponto podemos ser influenciados pela mídia? Ela altera comportamentos?
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Mídia é a somatória dos meios de comunicação: rádio, TV, jornal, revista, outdoor, internet, propagandas em geral, etc. Ela é necessária a qualquer sociedade civilizada e não há como viver hoje sem estar envolvido com ela. A maneira como é utilizada, entretanto, nem sempre é de forma eticamente aceitável. Ela nos atinge passiva ou ativamente, positiva ou negativamente. E como vivemos em um mundo capitalista, que necessita de consumo para o crescimento e sobrevivência, a mídia é o veículo adequado para impulsionar o processo que tende a visualizar mais as coisas do que as pessoas.
Assim, podemos ser influenciados pela mídia porque ela entra em nossa mente sem pedir licença. Basta você chegar em casa, ligar o televisor e já estará pagando um bom preço pelo que está vendo. Você é o pagamento; a sua atenção é o lucro dos anunciantes. E lembre-se: nada é de graça.
A propaganda privilegia o fracasso, a carência, a necessidade, porque sabe que uma pessoa realizada não necessita de consumo para se afirmar. O comportamento se molda a partir de impressões cristalizadas pelo tempo. Hábitos formados por sugestões da mídia podem facilmente alterar seus valores de forma inconsciente.
Excetuando-se alguns poucos programas, ninguém faz TV por amor ao próximo (aliás parece que não se faz mais quase nada por amor ao próximo). A programação é parte de uma máquina que visa dinheiro, muito dinheiro. Quanto mais qualidade se aplica, maior o preço cobrado.
Portanto, quando um produto não rende o esperado, ocorrem mudanças que, com toda certeza, não serão feitas com base no crescimento moral da população, mas nos índices do Ibope. E para isso vale tudo: sexo, violência, etc.
“Onde já se viu colocar pornografia na televisão”!
“Estamos quase no século 21 e não há censura. Não gostam do filme? Vocês são livres, mudem de canal!” Por que é que a TV usa essa argumentação?
“O bom filme que a sociedade gostaria de ver, esse ela não vê; mas o mau filme, a baixaria que ela gostaria de evitar, esse/essa ela vê. E se as pessoas assistem a esses programas, mesmo sem querer, dão-nos Ibope; e é isso o que nos interessa.”
Somos transformados ou moldados por aquilo que passamos mais tempo contemplando. O problema é que o televisor reveste a mensagem com uma beleza incomum. Acaricia nossas necessidades e nosso ego para obter cada vez mais atenção e aprovação; molda seus programas às nossas necessidades e carências.
É sabido que o comportamento não se altera pela verdade científica. As pessoas não são transformadas pela verdade da ciência, mas pela beleza. A verdade exige decisão, tomada de atitude consciente.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

DESGRAÇA SOCIAL EM NOME DA MODERNIDADE

Segundo especialista no assunto, não resta a menor dúvida o quanto a televisão exerce o seu poder, na vida das pessoas, entretanto, são poucos os programas que servem como influências positivas á nossa sociedade.
Ao longo dos anos, ela vem sucessivamente desviando e desvirtuando sua real finalidade, usando como defesa, a Liberdade de Imprensa e declina tal responsabilidade ao telespectador, alegando que é ele que tem a liberdade de escolha ao que ela apresenta, sendo esta, a censura mais adequada, o que não passa de outra forma de manipulação.
Na linha da programação negativa, destaque-se entre tantas, a preferência popular por novelas e alguns programas de auditório, que priorizam a quebra de paradigmas morais da sociedade brasileira.
E falando em novelas, um dos autores consagrados é também o escritor Aguinaldo Silva que fatura milhares de reais criando histórias para novelas-escolas-de-sacanagem que obviamente rendem milhões de dólares à GLOBO, maior emissora de televisão do País, sem esquecer que as demais emissoras, também estão se enveredando pelo mesmo caminho, em busca de igual faturamento.
Não só ele, como outros autores/escritores, defendem a tele dramaturgia, dando destaque á glamorização inconseqüente da erotização feminina, fazendo crer que a maioria das mulheres brasileiras encontram-se em tal contexto degradado.
As TVs, autores e apresentadores, se valem que num País, como o nosso, onde uma parte de governantes e autoridades incompetentes ou desprovidas de senso ético, aliados á corrupção e que se servem dos meios de comunicação, para seus propósitos, deixem de exigir que estas concessões públicas, sejam destinadas à construção de uma nação fortalecida em todas as esferas.
Embora haja limites e horários, na exibição de novelas e programas, os mesmos não são obedecidos ou estão recheados de desrespeito e descaminhos.
Pior, contribuem para a desconstrução familiar a cata de “bons resultados”no ibope, mesmo que conseguidos, na devassidão em todos os horários, sob a falsa afirmativa que tais programas ou novelas, tão-somente “promovem debates, servem apenas para reflexão ou são mera diversão, entretenimento e representação da vida”.
Todas estas desculpas caem por terra, na tentativa histórica de se esquivarem de sua culpa pelo caos social gestado há décadas de enfraquecimento das bases da instituição familiar.
Pretensos inovadores em programas de auditório promovem sob as mais diversas formas a “erotizaçã” usando belas jovens dançarinas, pois a presença delas, gera audiência, aliando também, grupos musicais e de dança, que lançam modismos e novos estilos, como se fosse mera diversão e entretenimento, dos quais começou com o grupo do Tchan, sendo sucedidos por outros como o funk, que mulheres aderiram e tomarão para si, o apelido “cachorras”, para hoje surgir, as ditas mulheres frutas.
O erotismo e sensualismo exacerbado, que vem influenciando de forma extraordinária, outras jovens, que no contexto, deixam de ser apenas mulheres, para se tornarem produtos e até se submetem aos caminhos da prostituição, por um minuto de fama.
Voltando ás novelas brasileiras, a BBC de Londres noticiou um estudo que destaca não só da TV Globo e as demais, no aumento de divórcios no Brasil.
Além disso, vem contribuindo para a inversão de valores, na mentalidade da sociedade como um todo, que sob a pretensa intenção da quebra de tabus e de tradições, faz com que casais façam de suas relações, algo sem compromissos duradouros, impingindo que hoje em dia, isto é normalidade.
Por outro lado, as conseqüências estão á vista, novelas e programas em que jovens já não respeitam seus pais, banalizam o casamento e a união estável, achando que o normal é o sexo implícito e explicito, sem esquecer de mencionar outros comportamentos que incentivam o uso e consumo de drogas, nas ditas baladas da vida.
As TVs, segundo alguns “ experts”, o telespectador “tem plena capacidade para absorver as tramas, modismos e comportamentos, sem se influenciar”. Será?
Há incautos, desavisados, incapacitados para separar o joio do trigo ou compreender a extensão das conseqüências que os autores de novela ou apresentadores de programas, escondem em suas obras e atuações-madrastas.
São as TVs, que minaram os fundamentos morais ao longo dos anos, tendo à disposição uma estrutura colossal de comunicação para difundir à vontade costumes, conceitos e comportamentos prejudiciais.
Diga-se de passagem, que apesar dos pesares, ainda existem milhares de mulheres brasileiras com beleza “impar” e isto é reconhecido internacionalmente, por outras formas “mais saudáveis” entre as quais, várias modelos brasileiras, galgaram os degraus da fama, cabendo mencionar aquelas, que vem ganhando destaque, igualmente positivo, em várias outras profissões, incluindo hoje, as que estão adentrando na política e quem sabe, tenhamos uma como Presidente do País, a exemplo de outras de outros países.
Lamentavelmente pela influência televisiva, cada vez mais, muitas em nossa sociedade estão abdicando dos valores, achando que as tradições éticas e morais, são retrogradas, então, só o tempo ou a vida, vai dar a resposta correta para tudo isto.
Esta é crônica de um País que avança a cada dia para a tragédia.
Crônica de um mundo que tomou um caminho sem volta, o caminho da licenciosidade. O caminho da luxúria.

ESTARÁ O PLANETA Á CAMINHO DO FIM?


Não é preciso ser especialista, para notar que algo vem mudando no meio ambiente do planeta nos últimos anos, mais nós pessoas “comuns” ficamos na nossa “santa inocência ou ignorância”, achando que são coisas passageiras, porque não estão nos atingindo diretamente.
Ledo engano, a cada dia que passa é preciso reconhecer que “algo” não está bem, pois é surpreendente as inúmeras tragédias ambientais, que estão ocorrendo no mundo.
E assim vamos vivendo nossa “vidinha”.
Afinal se elas estão acontecendo lá longe, porque se preocupar?
Muito tem se falado no efeito estufa que vem interferindo no aquecimento global, então tais tragédias, obviamente estão ligadas á estes fenômenos.
Mais mesmo assim, ignoramos as prováveis causas destes fenômenos, ou seja:
“As toneladas de GÁS CARBÔNICO, emitidas por MILHÕES de veículos que trafegam todos os dias em nosso planeta, que por conseqüência, são responsáveis pelas mudanças climáticas.
Então o consumo excessivo de petróleo nas mais variadas formas, tem como justificativa, suprir nossas necessidades, então, não se aceita qualquer limitação neste sentido, mesmo porque, esta fonte de energia é que gera riqueza ás nações, certo?
Mais qual é o custo para a natureza?
Isto é sistematicamente ignorado, até que aconteça alguma tragédia, certo?
Bem ela já aconteceu no Golfo do México, e daí?
Daí: Infelizmente foi uma fatalidade.
Fatalidade muito conveniente, para o capitalismo inconseqüente.
Inconseqüência diante de outras tragédias ambientais, onde se culpa “O fenômeno El Nino”, como causador da desertificação de regiões, o Tsunami, as inundações e o derretimento das geleiras.
Para o capitalismo selvagem a justificativa é sempre atribuir á natureza, tais acontecimentos, entretanto, na verdade são as conseqüências reais dos impactos ambientais causados pelo homem.
Este capitalismo usa muito bem suas armas, afirma que suas ações, estão direcionadas ao bem estar da humanidade, que contribuí para produção de melhores meios de vida, incluindo até coisas supérfluas.
Na verdade, por trás de boas intenções, o que se quer realmente é o lucro, que é perseguido á qualquer custo, mesmo que seja preciso destruir o meio ambiente.
Mais não se pode esquecer que as tragédias ambientais também estão acontecendo aqui no Brasil.
Quase todas as regiões do País vêm sofrendo catástrofes:
Em algumas: Enchente, deslizamento de terra;
Outras: Avanço das marés;
Mais algumas: Secas acima do esperado.
Estas são as conseqüências e as Causas?
Segundo pesquisadores, são reflexos dos efeitos das mudanças climáticas, em virtude da emissão de gases poluentes na atmosfera e do intenso desmatamento na Amazônia para dar lugar às pastagens e culturas, por exemplo.
Estudos têm sido elaborados por técnicos, professores, entretanto, não são divulgados á sociedade, ficam engavetados por descaso das autoridades, ou para proteger os poderosos, bem como, por falta de condições financeiras
Até o fundamental papel das unidades de conservação como as áreas de preservação permanentes (APP) e as áreas de proteção ambiental (APA), criadas para proteger o patrimônio natural e cultural do País, estão sendo modificados, com apoio de políticos ligados á bloco de ruralistas, os quais também são proprietários de vastíssimas áreas de terras.
Para eles, donos do poder, não interessam o planejamento ambiental sustentável, nem a implementação de políticas de meio ambiente, que visem proteção aos ecossistemas.
A tragédia ambiental, não interessa á estes capitalistas, pois o que vale mesmo na desenfreada exploração das reservas naturais é o lucro através do consumo.
E nós consumidores, nem nos damos conta, que estamos sendo ludibriados e direcionados á um consumismo excessivo, em nome de nosso próprio bem estar.
Como diz aquele comediante: “ VAÍ QUE COLA”?
Neste particular o velho refrão tem dado resultado:
“A PROPAGANDA É A ALMA DO NEGÓCIO”!
Bem estar do consumidor ou da população, uma VÍRGULA, os Empresários em geral só consideram SEU próprio bem e ignoram os interesses alheios, com a esfarrapada desculpa que estão pensando no interesse da sociedade.
Isto tudo não passa de uma fórmula EGOISTA, acham que o consumidor e a natureza existem apenas para servi-los.
O velho discurso:
“Precisamos gerar empregos e renda para a população, propiciar a arrecadação de impostos para o governo, para que o País alcance meios igualitário para todos. Blá...bá...bá”
Na verdade, o “EGOISMO” só tem sido possível, pelo descarte á solidariedade.
Portanto, o egoísmo é doença, a solidariedade é cura.
Lutar pela preservação da natureza com desenvolvimento sustentável é coisa de “ecologista”, normalmente ignorados pelas autoridades governamentais e quem comanda os diversos órgãos da administração pública.
Lança-se uma “cortina de fumaça” para não reconhecer que a temperatura está aumentando no Brasil e no Planeta e que sinais estão evidentes.
Evidência ignorada com a destruição da Floresta Amazônica, da Mata Atlântica e do Cerrado e nós o povo como reagimos?
Talvez no mínimo, tomamos conhecimento dos fatos, mais nada podemos fazer, temos que cuidar de nosso próprio interesse, mesmo porque existe, quem se preocupe com isto.
Os governos brasileiros ao longo dos anos, tem se pronunciado á favor de fontes de energia limpas e renováveis, como é o caso da construção de hidroelétricas, aliás, o maior exemplo é Itaipu e tal como ela, outras foram e estão sendo construídas e mais uma vez, o impacto ambiental se justifica e quem for contra é desqualificado, mesmo provando através de argumentos sólidos, as possíveis perdas não só da natureza, mais das populações em torno de tais reservatórios.
Mais tudo se justifica em nome do desenvolvimento, afinal por trás de tais ações e empreendimentos está o interesse escuso de empreiteiros, que alimentam a ganância desenfreada de alguns políticos, com obras superfaturadas e quem paga esta conta?
Adivinhe?
Porque não se investe em outros tipos de energia?
Que tal a energia eólica?
Não, esta tem um custo muito alto, o País não tem recursos para investimentos de tais proporções.
Quem sabe as já existentes, no futuro provem o contrário, mais até lá, não se deve mexer naquelas que estão dando certo, afinal pode acabar sendo um desperdício em todo investimento em hidroelétricas?
A irracionalidade do modelo capitalista está conduzindo o Brasil e o planeta á um desastre de proporções incalculáveis.
A situação se degrada de maneira tão rápida que evitar o desastre ambiental é tarefa “urgente” e não para o futuro.
Deixemos o passivo ambiental por conta dos cientistas, eles que resolvam estas “pendengas”.
Sem mais delonga, cabe ressaltar que toda esta argumentação foi baseada na opinião de quem entende do assunto, portanto, quem sabe, este planeta esteja mesmo á caminho do fim?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

TRILHANDO O CAMINHO Á MARGINALIDADE



Felizes são as famílias, cujos jovens absorvem e aplicam em suas vidas, os valores éticos e morais esperados numa sociedade com transformações de comportamentos tão rápidos, como temos em nossos dias.
Com certeza estes jovens, foram educados, sabendo que os anseios de liberdade podem ser reinvidicados, desde que se respeitem os limites, caso contrário, pode resultar em punições, não só de seus pais, mais principalmente, no decorrer de suas vidas, pela sociedade.
Será assim, que uma grande parte desta juventude de hoje, no futuro, irá contribuir para o bem estar do País, cumprindo com suas responsabilidades como cidadãos brasileiros.
Lamentavelmente há uma segunda parte, que foram educadas nas mesmas condições, entretanto, não assimilaram valores e em nome de uma falsa liberdade, extrapolam suas ações, trazendo transtornos á si próprios e ás suas famílias.
Esta juventude em conjunto com uma terceira parte, que foi criada em famílias desestruturadas, acabam trilhando o caminho á marginalidade.
E para este contingente de jovens desajustados em caráter anti-social, que Nosso País, produz leis que ficam só no papel e no discurso de nossas autoridades.
Além disso, boa parte de educadores ou especialistas hipócritas, muitos dos quais, estão numa situação privilegiada do ponto de vista econômico, cultural e intelectual, em relação a estes jovens e de suas famílias e não aceitam reconhecer que a marginalidade está aumentando, graças ás injustiças de nosso próprio sistema social.
É preciso mudar urgentemente a visão sobre esta questão, que interferem também sobre os direitos humanos.
Num contexto geral, julga-se ou atribui-se, que a marginalidade está restrita somente á famílias de menor condição econômica.
Na verdade, existe esta possibilidade, entretanto, pobreza material, não significa necessariamente, pobreza de caráter.
Muito além da situação econômica, o respeito aos valores morais e éticos é que estão em cheque e choque e são de conhecimento tanto do pobre como do rico, na teoria e na prática.
Os jovens desta camada social acabam virando causadores e vítimas da marginalidade, portanto, terão como conseqüência, por parte das autoridades, desde a mais branda punição, até o cumprimento de penas, ditas sócio-educativas, em regime semi- aberto ou fechadas
Será que a tais soluções são suficientes?
Será que abrigar estes jovens em instituições de ressocialização é o bastante?
Ou é fingir que o sistema vai mudá-los?
Pela prática e estatísticas, tais ações não têm proporcionado os resultados esperados.
Hoje em dia, a maioria destas instituições, funcionam baseadas na faixa etária desta juventude marginalizada, bem como, estão aparelhadas em proporcionar sua ressocialização, dando-lhes oportunidade de educação, saúde, lazer e outros benefícios, enquanto internados, mais quando cumprem tais medidas o que acontece?
É preciso levar em conta as seguintes situações:
1)Os educadores na sua grande maioria, recebem treinamentos baseados no ECA, mais a pergunta que permanece é:
Serão eles realmente interessados na total recuperação destes jovens, ou isso, vai depender deles próprios?
2) Depois de cumprir as medidas sócio educativas, encontrarão em suas famílias, a estruturação necessária, para dar continuidade ao processo?
3) Ao cessar tais medidas, é certo o proceder das autoridades, em abandoná-los á sua própria sorte?
As respostas que tem sido dada demonstram a maior probabilidade de que eles voltem á praticar os mesmos atos e freqüentando os mesmos círculos anteriores
E neste contexto, está devidamente provado, que a mais provável causa da marginalidade, tem sido o consumo e a venda de drogas.
Portanto, na ação preventiva, não basta simplesmente conhecer as causas e sim tratar das conseqüências, se quisermos eliminar, ou pelo menos diminuir os roubos e violências em todos os níveis, tendo como objetivo uma sociedade mais justa, que possibilite maior chance de vida para todos.
Então dá para concluir que é a sociedade e o governo que produziu e continuará produzindo o comportamento infrator da juventude independe da classe social.
Diante disso, o caminho tem sido:
a) Nas famílias de baixa renda, o governo tem oportunizado os vários tipos de bolsa, porem, ainda lhes falta o principal, trabalhar incansavelmente com seus valores éticos e morais e conjuntamente oferecer meios de trabalho e renda, que lhes permitam condições de produzir para seu próprio sustento.
b) Não oferece á todas as famílias indistintamente, a possibilidade de tratamento adequado e acompanhamento sistemático, aos que se tornaram refém das drogas.
Afirmar que o vício nas drogas é um câncer social é redundância.
O que falta alem do acima exposto, pode ser a educação escolar em tempo integral, afinal não é isto que acontece nas instituições sócias- educativas?
Portanto, neste novo tipo de educação, o que falta é vontade política, pois os recursos existem, diante de tantos impostos pagos pela sociedade.
Certamente a educação integral pode ser um novo sistema de ensino médio, que contemple não só á questão de matérias escolares, mais adequar e manter as escolas públicas, com várias atividades artísticas e esportivas.
Isto com certeza motivará os jovens á se afastarem dos caminhos da marginalidade.
Falta também, após o ensino médio, o encaminhamento de jovens á escolas profissionalizantes, elas existem, são sustentadas de um lado pela classe trabalhadora e do outro pela sociedade, via impostos então, instituições como SENAI, SESI, SENAC E OUTRAS, podem perfeitamente ampliar suas atividades, bastando que o próprio governo que dispensa recursos para bancar as ditas ONG, pode e deve exigir parcerias com estas instituições.
Diante de tais possibilidades, tanto o governo e a sociedade podem efetivar a transformação do meio, das contingências envolvidas nas instituições sociais, no sistema econômico e político do país.
No começo pode ser difícil, mais nunca será impossível.
Basta querer. E querer é poder.